Um certo dia, um músico amador, economista e antigo governante da Venezuela, de seu nome António Abreu, lembrou-se que era possível transformar a Arte em instrumento de desenvolvimento social e de construção de melhores cidadãos. E para tal inventou um Programa de Ensino da Música, em parte financiado por privados e que fosse extensivo às camadas mais carenciadas da população.
Centenas de milhares de crianças foram assim retiradas à marginalidade e à miséria através da música clássica. O objectivo era a prevenção de comportamentos criminosos através de uma prática educativa original. Localmente o programa é chamado El Sistema, Sistema Nacional de Orquestras Sinfónicas Infantis e Juvenis. Os resultados obtidos com ele permitiram que se constituíssem duzentas orquestras profissionais actualmente, pelo menos uma em cada Estado da Republica Federativa da Venezuela. Notável realização quando se sabe que no início, em 1975, havia duas orquestras sinfónicas no País…
Plácido Domingo, o célebre tenor, chorou quando ouviu o Concerto da Orquestra Juvenil Simon Bolívar da Venezuela. O Director da Orquestra Filarmónica de Berlim disse que esta experiência era actualmente a mais válida em todo o mundo na divulgação da música clássica. As grandes cadeias informativas televisivas como a CBS, a NBC, a BBC e jornais de referência como o Guardian fizeram eco do sucesso maravilhoso deste programa.
Cerca de 23 países da América Latina e do Caraíbe tentam adoptar programas semelhantes. Crescem as pressões para a introdução de versões de El Sistema na Escócia, Alemanha e Estados Unidos da América.
António Abreu recebeu recentemente, por decisão unânime do júri, o prestigiado prémio Glenn Gould de 50.000 dólares. Gustavo Dudamel, maestro da Orquestra Juvenil Simon Bolívar é, aos 27 anos, convidado para titular da Filarmónica de Los Angeles, uma vedeta imparável no sector.
Quando se vê imagens na Internet de um bairro periférico e empobrecido de Caracas, com crianças de poucos anos transportando a caixa do seu violino, e dirigindo-se para o centro escolar onde aprendem música, das 14 horas às 18 horas, de segunda-feira a sábado, só nos podemos sentir felizes. Afinal há futuro para a humanidade.
Para muitos na Europa e nos Estados Unidos, a Venezuela não era mais do que Hugo Chávez, petróleo ou basebol. Mas esta reconfortante iniciativa educativa, que ganhou já este ano o Prémio Príncipe das Astúrias de Arte, existe porque tem um orçamento este ano de 23 milhões de dólares do governo venezuelano. Mas tem sobretudo, tal como diz a acta do júri deste Prémio, “qualidade artística e uma profunda convicção ética aplicada à melhoria da realidade social”. O que leva à disseminação de El Sistema pelas prisões e o projecto de 500.000 crianças e adolescentes abrangidos em 2015.
Charles Lloyd com Zakir Hussain e Eric Harland no Auditório do Museu do Oriente em Lisboa no passado sábado deram um concerto memorável numa sala cheia e rendida ao som que brotava do palco. Os três músicos formam o projecto Samgam, que apresenta elementos da música indiana numa base jazz. Os músicos rodaram por vários instrumentos, tendo os três chegado a cantar num dos temas.
O improvisador norte-americano Charles Lloyd, actualmente com 70 anos, reuniu o trio Sangam em 2004 para homenagear um grande baterista, Billy Higgins, seu companheiro de memoráveis investidas, prematuramente desaparecido, com quem tinha gravado em duo o duplo CD Which way is East. Assim, surgem a seu lado nas tablas Zakir Hussain e o baterista Eric Harland que também toca piano. De salientar que Charles Lloyd toca saxofones tenor (o seu principal instrumento) e alto, tarogato, flautas baixo e alto, piano e percussão.
2 de Agosto 22h00 - Rabih Abou-Khalil e Ricardo Ribeiro (Líbano/ Portugal) 23h30 - Deolinda 3 de Agosto 22h00 - Toumani Diabate & The Symmetric Orchestra (Mali) 9 de Agosto 22h00 - Summer Jazz Orchestra e Rão Kyao 10 de Agosto 22h00 - Sérgio Godinho
"Por todo o lado encontrei magníficos sonhadores, homens e mulheres que porfiadamente acreditam nos seus sonhos. Mantêm-nos, cultivam-nos, multiplicam-nos. Eu, humildamente, à minha maneira, também fiz o mesmo."
Holly came from miami f.l.a. Hitch-hiked her way across the u.s.a.
Plucked her eyebrows on the way Shaved her leg and then he was a she She says, hey babe, take a walk on the wild side Said, hey honey, take a walk on the wild side
Candy came from out on the island In the backroom she was everybodys darling
But she never lost her head Even when she was given head She says, hey babe, take a walk on the wild side Said, hey babe, take a walk on the wild side And the coloured girls go
Little joe never once gave it away Everybody had to pay and pay
A hustle here and a hustle there New york city is the place where they said Hey babe, take a walk on the wild side I said hey joe, take a walk on the wild side
Sugar plum fairy came and hit the streets Lookin for soul food and a place to eat
Went to the apollo You should have seen him go go go They said, hey sugar, take a walk on the wild side I said, hey babe, take a walk on the wild side All right, huh
Jackie is just speeding away Thought she was james dean for a day
Then I guess she had to crash Valium would have helped that dash She said, hey babe, take a walk on the wild side I said, hey honey, take a walk on the wild side And the coloured girls say
A SAGA – ópera extravagante é um mega-evento estival com encenação de João Brites, que terá lugar no Museu de Marinha (convidando também à redescoberta do amplo pátio interior do Museu, nas alas Poente e Norte do Mosteiro dos Jerónimos) entre 19 de Junho e 13 de Julho de 2008. Característica singular de outros espectáculos deste grupo, a SAGA – ópera extravagante apresenta uma viagem pelas linguagens artísticas do teatro e da música, da dança e da poesia (estando a legendagem integrada dinamicamente na construção cénica).
A SAGA – ópera extravagante é uma ópera inédita com composição musical de Jorge Salgueiro que envolve cerca de 60 músicos (sendo a grande maioria pertencente à Banda da Armada) e várias vozes muito distintas, cruzando cantores líricos (como Filipa Lopes, Inês Madeira e João Sebastião) com intérpretes ligados aos universos da música popular (como Francisco Fanhais) ou até mesmo do heavy/rock (como Fernando Ribeiro ou Rui Sidónio, vocalistas dos Moonspell e Bizarra Locomotiva, respectivamente).
Texto SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN Dramaturgia e Encenação JOÃO BRITES Composição Musical JORGE SALGUEIRO
Espaço Cénico JOÃO BRITES e RUI FRANCISCO Oralidade TERESA LIMA Corporalidade ALDARA BIZARRO Figurinos VERA CASTRO Adereços CLARA BENTO Maestro CARLOS DA SILVA RIBEIRO e DÉLIO GONÇALVES Orquestra BANDA DA ARMADA PORTUGUESA Actores ANA BRANDÃO Cantores FILIPA LOPES, INÊS MADEIRA, JOÃO SEBASTIÃO, ROSSANO GHIRA e SARA BELO (cantores líricos); FRANCISCO FANHAIS e CRISTINA RIBEIRO (cantores populares); FERNANDO RIBEIRO ou RUI SIDÓNIO (cantores heavy/rock) Bailarinos PEDRO RAMOS e SANDRA ROSADO
Criação TEATRO O BANDO Co-produção MARINHA
Bilhetes: 15 € / 12€ Português Legendagem em Inglês M/6 anos Espectáculo ao ar livre Aconselhamos o uso de roupas quentes Bilheteira: Centro Cultural de Belém 213 612 444 www.ccb.pt Bilhetes à venda: CCB Lojas FNAC Lojas Bliss Lojas Worten www.ticketline.pt
Mais informação: www.obando.pt
Descontos para grupos (9€ o bilhete), informação e reservas: 212336850, comunicacao@obando.pt
...os No Age duo baterista/guitarrista de Los Angels, formado ao som do hardcore e da ética DIY dos Black Flag. Eles representam a nova cena: miúdos de LA que tocam em qualquer local que lhes apresentam, promovem uma relação próxima entre músicos e público e estimulam parcerias com outras expressões artísticas, como o vídeo ou a fotografia, de forma a acentuar a ideia de colectivo e a revalorizar a música gravada enquanto objecto...
"Se um homem não segue o ritmo dos seus companheiros, talvez seja porque ouve um baterista diferente. Deixem-no caminhar na música que ouve, qualquer que seja o compasso ou a distância" Henry David Thoreau